31/05/2009

Terceiro Setor, Terceirização e Setor Terciário

Vamos continuar o debate sobre a diferença entre Terceiro Setor (ONGS ), Terceirização e Setor Terciario.
Sobre o Terceiro Setor:
" O primeiro setor, aquele no qual a origem e a destinação dos recursos são públicas, corresponde às ações do Estado e o segundo setor, corresponde ao capital privado, sendo a aplicação dos recursos revestida em benefício próprio. O terceiro setor constitui-se na esfera de atuação pública não-estatal, formado a partir de iniciativas privadas, voluntárias, sem fins lucrativos, no sentido do bem comum. Nesta definição, agregam-se, estatísticamente e conceitualmente, um conjunto altamente diversificado de instituições, no qual incluem-se organizações não governamentais, fundações e intitutos empresariais, associações comunitárias, entidades assistenciais e filantrópicas, assim como várias outras intituicões sem fins lucrativos".
Sobre a Terceirização:
" Contratação de uma pessoa (preferencialmente jurídica) para prestação de serviço, determinado e específico, a outra empresa (tomador de serviços), fora do âmbito das atividades-fim e normais desta.
"Principais características:
"a_ ausência de subordinação técnica e jurídica do terceirizado e de seus empregados em relação ao tomador de serviço;
"b- Ausência de pessoalidade em relação aos empregados do tomador de serviços;
"c- Ausencia de exclusividade na prestação de serviços."
entre outros.
"Atividade fim é a finalidade percípua da empresa, ligada diretamente ao núcleo da atividade empresarial.
E sobre o Setor Terciário:
"A economia de um país pode ser dividida em setores (primário, secundário e terciário) de acordo com os produtos produzidos, modos de produção e recursos utilizados. Estes setores econômicos podem mostrar o grau de desenvolvimento econômico de um país ou região.

Setor Primário
O setor primário está relacionado a produção através da exploração de recursos da natureza. Podemos citar como exemplos de atividades econômicas do setor primário: agricultura, mineração, pesca, pecuária, extrativismo vegetal e caça. É o setor primário que fornece a matéria-prima para a indústria de transformação. Este setor da economia é muito vulnerável, pois depende muito dos fenômenos da natureza como, por exemplo, do clima. A produção e exportação de matérias-primas não geram muita riqueza para os países com economias baseadas neste setor econômico, pois estes produtos não possuem valor agregado como ocorre, por exemplo, com os produtos industrializados.
Setor Secundário
É o setor da economia que transforma as matérias-primas (produzidas pelo setor primário) em produtos industrializados (roupas, máquinas, automóveis, alimentos industrializados, eletrônicos, casas, etc). Como há conhecimentos tecnológicos agregados aos produtos do setor secundário, o lucro obtido na comercialização é significativo. Países com bom grau de desenvolvimento possuem uma significativa base econômica concentrada no setor secundário. A exportação destes produtos também gera riquezas para as indústrias destes países.
Setor Terciário
É o setor econômico relacionado aos serviços. Os serviços são produtos não meterias em que pessoas ou empresas prestam a terceiros para satisfazer determinadas necessidades. Como atividades econômicas deste setor econômicos, podemos citar: comércio, educação, saúde, telecomunicações, serviços de informática, seguros, transporte, serviços de limpeza, serviços de alimentação, turismo, serviços bancários e administrativos, transportes, etc. Este setor é marcante nos países de alto grau de desenvolvimento econômico. Quanto mais rica é uma região, maior é a presença de atividades do setor terciário. Com o processo de globalização, iniciado no século XX, o terciário foi o setor da economia que mais se desenvolveu no mundo. "
Continue sua pesquisa.
Mais, em breve!
Fonte:

25/04/2009

Os novos imigrantes do Brasil

Agora estamos discutindo sobre a dinâmica populacional mundial e vou trazer uma série de textos tratando do assundo e suas faces.
Esse a seguir traz informações e dados sobre o novo perfil dos imigrantes que escolheram o Brasil, num mundo no qual a principal motivação para migrar de um lugar para outro continua a mesma: melhores condições de vida.
Você pode encontrar essa reportagem, na íntegra, em:
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI8932-15223,00-QUEM+SAO+NOSSOS+NOVOS+IMIGRANTES.html


(...) Fluxos migratórios têm aumentado em todo o mundo, com milhões de pessoas se deslocando de onde nasceram para outros países. “O movimento global do capital tem aumentado o tráfego humano no mundo”, diz Wilson Fusco, demógrafo e pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco.
Dados das Nações Unidas revelam que, entre 2000 e 2005, a imigração no mundo cresceu 1,5%. No mesmo período, no Brasil, ela recuou 1,3%. Agora, o quadro é outro. De acordo com a Polícia Federal, nos últimos quatro anos, a imigração legal avançou 51%. Em 2004, houve 29.770 novos registros de estrangeiros vivendo no país. No ano passado, foram 44.954. Várias razões se somam para que o Brasil atraia imigrantes. Os dois motivos principais são o atual momento da economia brasileira, que cresce de forma consistente, e os acordos diplomáticos recém-criados com outras nações, que tornam mais fácil a vida do imigrante que escolhe o Brasil.
‘‘O perfil mudou, de europeus e japoneses para latinos, coreanos e chineses ’’ WILSON FUSCO, demógrafo da Fundação Joaquim Nabuco

"Hoje, os estrangeiros que entram legalmente no Brasil pertencem a dois grupos principais. O primeiro são os estudantes, que vêm em busca de uma capacitação profissional melhor que a oferecida em seu país de origem. O segundo são os profissionais qualificados, vindos de várias partes do planeta para trabalhar em empresas que oferecem boas colocações em áreas de ponta, como a petroquímica. Quem pertence a esses grupos não pode ser chamado de imigrante clássico, pois não planeja morar definitivamente por aqui.
mais, em breve!!!!

06/04/2009

População Economicamente Ativa

Para o IBGE, a partir de procedimentos metodológicos, que visam separar os indivíduos que trabalham daqueles que não trabalham (os que procuram trabalho e os inativos), define-se:

"População em Idade Ativa - Compreende a população economicamente ativa e a população não economicamente ativa.
I) População Economicamente Ativa
Compreende o potencial de mão-de-obra com que pode contar o setor produtivo, isto é, a população ocupada e a população desocupada, assim definidas: população ocupada - aquelas pessoas que, num determinado período de referência, trabalharam ou tinham trabalho mas não trabalharam (por exemplo, pessoas em férias).

As pessoas ocupadas são classificadas em:

a. Empregados - aquelas pessoas que trabalham para um empregador ou ou mais, cumprindo uma jornada de trabalho, recebendo em contrapartida uma remuneração em Dinheiro ou outra forma de pagamento (moradia, alimentação, vestuário, etc.).
Incluem- se, entre as pessoas empregadas, aquelas que prestam serviço militar obrigatório e os clérigos.
Os empregados são classificados segundo a existência ou não de carteira de trabalho assinada.

b. Conta Própria - aquelas pessoas que exploram uma atividade econômica ou exercem uma profissão ou ofício, sem empregados.

c. Empregadores - aquelas pessoas que exploram uma atividade econômica ou exercem uma profissão ou ofício, com auxílio de um ou mais empregados.

d. Não Remunerados - aquelas pessoas que exercem uma ocupação econômica, sem remuneração, pelo menos 15 horas na semana, em ajuda a membro da unidade domiciliar em sua atividade econômica, ou em ajuda a instituições religiosas, beneficentes ou de cooperativismo, ou, ainda, como aprendiz ou estagiário.

População Desocupada - aquelas pessoas que não tinham trabalho, num determinado período de referência, mas estavam dispostas a trabalhar, e que, para isso, tomaram alguma providência efetiva (consultando pessoas, jornais, etc.).

II) População Não Economicamente Ativa
As pessoas não classificadas como ocupadas ou desocupadas.

Fonte: http://www.ibge.gov.br/

Mais, em breve!!!!!

Principais movimentos migratórios

Os movimentos migratórios e suas causas
EDER MELGAR
da Folha de S.Paulo
"Os deslocamentos populacionais costumam obedecer a uma lógica relativamente simples. As populações migram para melhorar a qualidade de vida. Migram para fugir de uma guerra, de uma crise econômica, da pobreza, de perseguição política, da seca e de outros cataclismos naturais. Migram para conseguir emprego, para estudar, para ter mais saúde, para continuarem vivas.Sabemos que as melhorias imaginadas pelos migrantes muitas vezes não são alcançadas em sua plenitude e que novos problemas podem passar a fazer parte de seu cotidiano. Nem sempre eles são bem vindos aos lugares de destino e muitas vezes enfrentam a xenofobia do povo local, a discriminação e a marginalização, constituindo um grande contingente de cidadãos de segunda classe.
Os movimentos migratórios são mais intensos nos países com mais desigualdades regionais, naqueles onde poucas áreas muito ricas dividem o espaço com outras muito pobres. Esse quadro é comumente encontrado em países subdesenvolvidos industrializados, que, dependendo do ponto de vista, são também chamados de países em desenvolvimento ou emergentes. Ocorrem também entre países que apresentam níveis de desenvolvimento muito díspares.
As migrações internas do Brasil _como o histórico fluxo de nordestinos para o Sudeste, atraídos pela expansão industrial, ou para a Amazônia, atraídos pelos projetos agropecuários, minerais e industriais, e, mais recentemente, da região Sul para o Centro-Oeste, relacionado à expansão da fronteira agrícola_ são freqüentemente abordadas nos exames vestibulares.É preciso lembrar também as migrações africanas, estimuladas pela miséria e pelos conflitos étnicos, os fluxos de hispânicos para os EUA e as migrações em direção aos países mais ricos da União Européia, vindas, por exemplo, das ex-repúblicas socialistas ou de ex-colônias".


ÊXODO RURAL

“Êxodo” significa “emigração”, “saída”. Ou ainda, no antigo teatro romano, o “episódio cômico subseqüente a uma tragédia”. Mas, no caso de êxodo rural, o episódio definitivamente não é cômico, mas, é subseqüente a uma tragédia. Ou pelo menos indicativo de uma.Geralmente o êxodo rural ocorre devido à perda da capacidade produtiva, ou à falta de condições de subsistência, em determinado local que acarretarão no êxodo rural para outra localidade rural, ou, o êxodo rural para localidades urbanas.
O mais comum, o êxodo rural para localidades urbanas, acarreta uma série de problemas sociais, estruturais e econômicos para os lugares para onde os “retirantes” se deslocam, legando ao “êxodo” um significado bastante pejorativo.O êxodo pode também ser chamado de “migração” quando dentro das fronteiras de um país ou território, ou “emigração” quando acontece de um país, ou território, para outro.
No caso do Brasil, podemos citar vários períodos de migração ao longo de sua história que se caracterizam pelo abandono do campo em busca de melhores condições de vida nas cidades. Na história do Brasil, por exemplo, podemos citar a migração das regiões do nordeste onde predominava a agricultura da cana, para o sudeste onde floresciam as culturas de café ou mesmo para o norte, para os seringais. E, mais tarde, em tempos mais recentes, lá pela década de 50, se inicia uma nova migração, desta vez para a nova capital do país, Brasília. A migração para Brasília fez surgir inúmeras cidadelas que não estavam nos planos de infra-estrutura e que, por terem se instalado nos arredores da grande capital, foram chamadas de “cidades-satélite”.
O Brasil presenciou o seu período de maior êxodo rural entre as décadas de 60 e 80 quando aproximadamente 13 milhões de pessoas abandonaram o campo e rumaram em direção aos centros urbanos. Isso equivale a 33% da população rural do início da década de 60. Os principais motivos dessa migração em massa foram a expansão da fronteira agrícola, o modelo de urbanização que incentivava o crescimento das médias e grandes cidades criando oportunidades de empregos que atraíam os moradores do campo, e, a estratégia de modernização da agricultura que incentivava as culturas de exportação e os sistemas modernos de agricultura, práticas que, por sua vez, utilizam menos mão-de-obra que a agricultura tradicional, forçando os trabalhadores excedentes a procurarem outra forma de sustento.
Tanto no Brasil, quanto em outras regiões do mundo, o êxodo rural ocasiona o crescimento desordenado dos centros urbanos, gerando um verdadeiro caos social. Sem planejamento as cidades não conseguem fornecer as condições sanitárias e de infra-estrutura básicas aos novos moradores gerando miséria, doenças e mais bagunça.
Em lugares como a África e a Palestina, por exemplo, a migração (ou emigração no caso da Palestina) foi o estopim de conflitos civis que perduram até hoje. Outros episódios históricos de êxodo rural ocorreram na Roma Antiga quando os escravos começaram a substituir os trabalhadores livres no campo e, estes, começaram, então, a abandonar o campo em direção aos centros urbanos. Episódio semelhante aconteceria novamente na Idade Média, mas dessa vez, o êxodo rural para as cidades se deu pelo surgimento de uma nova classe social, a burguesia, que impulsionou o comércio fazendo prosperar os grandes centros.Mas o êxodo rural também traz prejuízos para o campo podendo, inclusive, transformar algumas cidades em verdadeiras “cidades fantasma”. Isso ocorre quando toda a população deixa a cidade em busca de melhores oportunidades ou por causa de alguma tragédia natural (como uma grande seca ou um furacão, por exemplo).

MIGRAÇÃO PENDULAR

"A migração pendular, ou diária, corresponde a um fenômeno urbano, visto especialmente nas grandes cidades. Esse processo ocorre na medida em que milhões de pessoas que compõe o PEA (População Economicamente Ativa) deixam suas residências antes do horário comercial para chegar ao trabalho e que no final da tarde, ou do expediente, voltam para casa. Esse processo significa simples fluxos populacionais que não configuram propriamente como migração, isso por que não se trata de uma transferência definitiva e sim momentânea.
Existem vários casos que se enquadram como migração pendular dentre muitos está o fluxo de bóias-frias que residem geralmente na cidade e se deslocam até o campo onde desenvolvem suas atividades, pessoas que moram em um determina cidade e trabalha em outra, além de viagens de final de semana, feriados e férias.
Decorrente da migração pendular, ocorre nos grandes centros urbanos a hora de rush, que são determinados horários do dia no quais os trabalhadores se aglomeram no trajeto tanto para chegar ao trabalho como no regresso pra casa. Outro tipo de fluxo que insere como sendo migração pendular é o commuting, pessoas que moram em um determinado país e se deslocam para outro para trabalhar ou procurar uma ocupação.

NOMADISMO

"Quando estudamos o período da Pré-História temos o hábito de observar as transformações sofridas pelos primeiros homens que habitaram a terra. Ao mesmo tempo, vemos que o estudo desse período sucede o estudo das teorias evolucionistas, onde observamos o homem passando por uma série de mudanças de ordem física e biológica para, assim, obter sua atual fisionomia. O que geralmente nota-se é que essa idéia de evolução, trazida das teorias darwinistas, acabam influenciando o modo como tratamos as formas de organização e hábitos de sobrevivência das primeiras comunidades primitivas. É dessa forma que nossa visão sobre a prática do nomadismo acaba sendo, de certa forma, depreciativa.
O nomadismo consiste em uma prática onde um homem ou grupos humanos vagueiam por diferentes territórios. Nesse processo de locomoção pelo espaço, essas comunidades utilizam-se dos recursos oferecidos pela natureza até esses se esgotarem. Com o fim desses recursos, esses grupos se deslocam até encontrarem outra região que ofereça as condições necessárias para a sobrevivência. Durante o Paleolítico e parte do Neolítico, o nomadismo foi uma prática comum entre os primeiros grupos humanos. Com as mudanças climáticas e o desenvolvimento das primeiras técnicas agrícolas, o nomadismo cedeu espaço para o aparecimento de comunidades sedentárias originárias das primeiras civilizações da Antigüidade. É nesse momento de mudança que julgamos que as comunidades sedentárias são “mais evoluídas” e, portanto, melhores que as nômades. Ao julgarmos as comunidades sedentárias “melhores”, acabamos criando uma visão errônea de que as comunidade nômades não eram capazes de desenvolver valores culturais, formas de organização político-social ou formas complexas de se relacionarem com o mundo. Em outras palavras, acabamos igualando o processo de fixação do homem ao aumento do cérebro humano ou a locomoção sobre duas pernas. E o que isso tem a ver com nosso estudo da História? O fato é que essa visão gera uma interpretação errônea e preconceituosa das demais comunidades que, ainda hoje ou em outros períodos históricos, vivem da prática do nomadismo. No entanto, é importante perceber que a falta do domínio sobre a agricultura ou a inexistência do Estado não podem ser encarados como itens suficientes para se julgar uma cultura nômade pior ou inferior em relação às demais.


Fonte:
http://www.brasilescola.com/
http://www.infoescola.com/geografia/teoria-populacional-neomalthusiana
http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u10187.shtml